Os anos 90 ainda vão voltar… (1)

Como sempre, o estilo de uma década volta vinte anos depois, com reverências aos tempos ingênuos, aos comerciais bonitinhos. O silêncio dos inocentes se tornará um clássico, cult, só porque está velho, mesmo sendo um filme comum. Na música também teremos bandas que se vestem aparentemente como grunges, vocalistas que tentam imitar Peal Jam ou algum outro representante de um gênero qualquer. Não vai voltar o indie ou o alternativo. Porque virou rótulo de um gênero fuleiro.  O que era só uma postura, ingênua, bem verdade, transformou-se num estilo. Emos naturebas, cheios de guitarras de doze cordas e cançõezinhas sobre amores desfeitos na universidade. Não era nada disto. Eram pessoas querendo se livrar das “amarras”  dos formatos das gravadoras para fazer algo mais natural e autêntico. Do metal ao folk, em qualquer gênero. Postura meio anacrônica, que escondeu muita incompetência, mas que abriu porta para muitas bandas interessantes. Uma das bandas obscuras que ficou marcada lá atrás foi Illyah Kuryahkin. Banda de sonoridade diferente, inicialmente mesclando power pop com algo de shoegazer, mas bem mais rico do que isto. No seu segundo álbum, Thirtycabminute, antecipou muito daquilo que outras bandas como Yo La Tengo ainda não tinham começado a desenvolver. Algo que se aproxima do maldito estilo pós-rock. Canções elaboradas, um certo tom jazzístico, orquestrações. Cações muito bem trabalhadas, um belo álbum de rock. O vocal da Dean Wison é rouco, discreto. Quase misterioso. Um grande álbum que não será a moda de agora.

5 Responses to “Os anos 90 ainda vão voltar… (1)”

  1. luis writes:

    olha…nao estou com muito pouco saco de escrever. é sábado a noite. mas nao pude deixar de faze-lo frente algumas barbaridades q dissestes. sem delongas, post rock ja existia antes desse disco ser lançado. yo la tengo construiu sua original sonoridade desde os anos 80. e cançoes “bem trabalhadas, quase jazzistas” . t vai encontrar em qqer época tu quer algo mais rico q “shoegazer misturado com power pop”..ah.por favor..tu pode ser tanto power pop como shoegazer pra ter uma sonoridade “rica”....até com hardcore tu consegue fazer algo “rico”..enfim…escreva sobre cinema, filosofia..ou vai ..ih…cansei! parab[ens pelo blog…vou baixar esse dai q tu falou. até pq de início achei q fosse aquela banda argentina, com os valderramas. e entao achei teu texto mesmo sem pé nem cabeça, hehehe..abraço..luis

  2. Renato Grinbaum writes:

    Illyah Kuryahkin obviamente não é nehuma banda revolucionária. Nem começou movimento nenhum. Não se trata de dizer quem começçou o que, mas avaliar uma tendência. Yo La Tengo, que também não é a inovação em si, mudou bastante depois de Electro-o-pura. Menos guitarra, mais pós-rock. De toda forma, ocorreu algo como um retorno a um “art-rock” sério, na maioria das vezes chatos, com pretensões jazzisticas e orquestrais. Se nos anos 80 ser intelectual era fazer pesquisa étnica, procurar ritmos tribais (Até The Police gravou na África), os anos 90 têm alguma coisa em comum com Mahavishnu orchestra. E Passport.

  3. Cynthia writes:

    Vocalistas tentando imitar a voz e o jeito de cantar sem abrir a boca do vocalista do Pear Jam? E algum dia isso deixou de acontecer? Há mais bandas inspiradas em Pearl Jam do que em Beatles – thank God! E mulheres canatndo um jazz com voz rouca, num mix de blues e soul, quase caindo em cima de um piano, meio Free Jazz Festival? Também nunca desapareceram e crescem em progressão..hmm..aritmética (pois há de ser, ao menos, razoável, para tocar e cantar qualquer jazz). E por falar em jazz, li o comentário mais idiota ontem, feito por algum membro do Jota Quest: “o legal é ser igual ao U2 e não igual ao Jamiroquai”. What? E desde quando eles vão cantar ou dançar como o J.Kay? Imitar U2 deve ser mais fácil – na opinião deles, óbvio!

  4. Cynthia writes:

    *Pearl Jam: correção na 2ª linha
    *cantando: correção na 3ª linha

    Isso que dá comentar o texto dos outros e assistir Fringe ao mesmo tempo.

  5. Renato Grinbaum writes:

    O mais duro é ver o monte de bandas achando que é cool ficar imitando Beach Boys, fazendo um popinho de segunda.

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