2 Responses to 'Ícones da Cultura Brasileira (11) – O Pobre'
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Ri, parabéns por mais um texto muito bem escrito. Já conversamos algumas vezes sobre isso, né? acho que daria pra incluir algo aí nesse texto que os “favela movies”, que vão na mesma direção: a pobreza é algp bonito e digno de arte e não algo sofrido e que merece cuidado de verdade. beijos!
Caro Amaral, gostei da clareza com que você escreveu sua tese sobre o olhar que muitas vezes se tem dos pobres brasileiros. E também da ironia sagas usada no texto. Porém, (ai entra minha contribuição). Apesar de ser de fácil entendimento do uso da imagem do pobre como ícone estigmatizado. O risco é grande de se cair na generalização. O que por natureza intrínseca tende ao fascismo. Como você sabe existem diversas histórias diferentes para explicar pessoas morando nas ruas e ou em condições precárias. Ex-milionários alcoólatras, profissionais liberais que surtaram com a pressão capitalista, agricultores que perderam suas terras, escravidão etc. Enfim… não existe a cultura da miséria, miséria é ausência e não um perfil cultural. O que o Salgado faz é usar seu olhar trágico para mostrar para quem não quer ver a olho nu a verdade explícita do descaso e crueldade de humanos com outros humanos. Uma criança putrefando não é poesia em si, mas pode ser bela para chamar a atenção para o horror de uma guerra. Contraditório – Vendo a beleza da imagem despe-se da necessidade de se ver além dela. Neste caso a beleza da fotografia do Salgado é só um convite para se olhar no espelho.
Ri, parabéns por mais um texto muito bem escrito. Já conversamos algumas vezes sobre isso, né? acho que daria pra incluir algo aí nesse texto que os “favela movies”, que vão na mesma direção: a pobreza é algp bonito e digno de arte e não algo sofrido e que merece cuidado de verdade. beijos!
Jo
10 Mar 10 at 2:57 am
Revisado
Caro Amaral, gostei da clareza com que você escreveu sua tese sobre o olhar que muitas vezes se tem dos pobres brasileiros. E também da ironia sagas usada no texto. Porém, (ai entra minha contribuição). Apesar de ser de fácil entendimento do uso da imagem do pobre como ícone estigmatizado. O risco é grande de se cair na generalização. O que por natureza intrínseca tende ao fascismo. Como você sabe existem diversas histórias diferentes para explicar pessoas morando nas ruas e ou em condições precárias. Ex-milionários alcoólatras, profissionais liberais que surtaram com a pressão capitalista, agricultores que perderam suas terras, escravidão etc. Enfim… não existe a cultura da miséria, miséria é ausência e não um perfil cultural. O que o Salgado faz é usar seu olhar trágico para mostrar para quem não quer ver a olho nu a verdade explícita do descaso e crueldade de humanos com outros humanos. Uma criança putrefando não é poesia em si, mas pode ser bela para chamar a atenção para o horror de uma guerra. Contraditório – Vendo a beleza da imagem despe-se da necessidade de se ver além dela. Neste caso a beleza da fotografia do Salgado é só um convite para se olhar no espelho.
Fernando Esselin
10 Mar 10 at 8:43 pm